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5 dicas para uma gestão estratégica no agronegócio
A gestão estratégica é o caminho adotado por empresas que se mantêm no mercado em tempos difíceis para a economia do país. No agronegócio não é diferente e é preciso que os gestores tenham visão sistêmica do negócio e fiquem atentos às tendências de mercado.

O professor do MBA Pecege em Direito do Agronegócio Pedro Carvalho de Mello separou 5 dicas de como fazer uma gestão estratégica no setor.

Visão de lucro e inovação
A primeira dica do professor é ter sempre um olhar nos lucros da empresa. E para manter as receitas sempre crescendo, é preciso inovação. “Nós vivemos em um mundo de muita inovação e isso requer uma visão de médio e longo prazo”, afirma.

Isso também significa aceitar perder um pouco de lucro a curto prazo para ganhar mais no futuro, segundo Mello. A inovação é a chave para continuar lucrando e conseguir se manter no mercado.

Governança corporativa
Outra dica do professor é se ater à estrutura de governança corporativa da empresa. É ela que estrutura os sistemas internos de auditoria, controle, percepção de objetivo e os cargos da empresa.

Essa governança deve ser mantida para que todas as partes interessadas – sociedade, governo, funcionários, consumidores, fornecedores, etc – sejam atendidas, de acordo com Mello.

Contratos baseados em incentivos
Um outro ponto importante para manter uma gestão estratégica é ficar atento aos contratos. O professor afirmou que é muito comum hoje em dia o acordo de união entre empresas, alianças estratégicas.

“No passado esse tipo de transação era regido por contratos tradicionais”, diz. O problema era que esses contratos eram feitos de forma que as partes interessadas conseguiam burlar e essa quebrar de acordo era punida. “Isso era a visão antiga”, completa.

A visão nova é baseada em fazer contratos que incentivem as partes a cumprir o acordo. Ao invés de punir quem não cumpre, os contratos são feitos de forma a premiar o esforço de manter o acordo. É um incentivo para que as empresas progridam, segundo Mello.

O papel da empresa familiar
A maioria das empresas do setor do agronegócio no Brasil é familiar, segundo o professor. Até mesmo as multinacionais. Para ele, esse tipo de empresa tem mais qualidades que defeitos, mas é preciso que a estrutura seja desenhada com clareza.

Mesmo em uma empresa familiar, é preciso que a governança corporativa esteja presente. “Não é só porque é parente que vai trabalhar na empresa, tem que ser capaz de trabalhar”, exemplifica.

Também é preciso que tenha uma separação entre a riqueza da família e a da empresa e que tenha previsão de sucessão.

Liderança estratégica
O último tópico falado pelo professor parece óbvio, mas é muito importante. “Quem está à frente da empresa deve ter capacidade de liderar, estimular o trabalho em equipe, fazer com que aquilo vá para frente em um mundo competitivo”, diz.

Pedro explicou que o líder deve ter visão de futuro, do que a empresa deve melhorar. “Não é fácil ser um líder”, opina. Isso pode significar a insatisfação dos donos da empresa a curto prazo.

Um líder estratégico também se mantém atento às mudanças de mercado e do consumidor e tendências de consumo que acabam refletindo nos negócios.

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