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Como fazer uma gestão econômica estratégica no agronegócio
Uma gestão econômica estratégica no agronegócio é importante para a ampliação de lucros e evitar perdas. Ela inclui a administração de toda a cadeia logística e de suprimentos, de modo a tornar a produção mais eficiente.

De acordo com a professora do MBA Pecege em Direito do Agronegócio, Carolina Merida, uma má gestão econômica pode ocasionar perdas para todas as partes e gera riscos:

“A perecibilidade, a suscetibilidade a riscos climáticos, a baixa elasticidade da demanda e a rigidez de oferta, bem como a volatilidade de preços das commodities agropecuárias em razão de variações cambiais e flutuações nos preços de mercado”, exemplifica a professora.

Segundo ela, uma falha na análise das projeções dos preços futuros dos produtos, falta de seguro ou seguro insuficiente para cobrir custos e investimentos do produtor e a falta de blindagem de riscos cambiais são exemplos de uma má gestão econômica estratégica.

“Isso pode significar prejuízos imensuráveis e, em alguns casos mais extremos, até mesmo a saída do mercado”, afirma.

Na prática

A professora listou dicas para fazer uma gestão econômica estratégica, confira.

Investir na capacitação de pessoal e em consultoria de análise de mercado, a fim de identificar oportunidades e obstáculos (financeiros, legais, tecnológicos, estruturais) que afetem o negócio;

Investir em novas tecnologias para redução de custos e de impacto ao meio ambiente, tais como softwares, drones e equipamentos conectados à internet para uso racional do solo, controle de irrigação e de aplicação de insumos no campo;

Adquirir boas ferramentas de logística e gestão de produção, transporte e armazenamento de produtos agropecuários;

Fazer uma adequada gestão de riscos, atuando de forma estratégica nos mercados futuros e nas operações de swap e hedge;

Utilizar os diversos arranjos contratuais permitidos ou não vedados pela legislação de forma estratégica, com o fim de gerir os custos de transação das operações e promover a adequada coordenação da cadeia produtiva da empresa rural e/ou agroindústria;

Realizar planejamento societário e tributário, incluindo a constituição de empresas e fundos no exterior.

Cuidados

Carolina também falou sobre as formas de evitar os riscos comuns na gestão econômica do agronegócio. Ela sugere a criação de uma equipe de compliance para orientação da direção e de outros departamentos da empresa.

“Para agir de acordo com as normas e regulamentos trabalhistas, tributárias, ambientais, internacionais e do setor público. É fundamental para trazer maior segurança jurídica às atividades desenvolvidas pela empresa, além de vantagem competitiva”, finaliza.

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