Faculdade Pecege

Técnica abre a porta, atitude sustenta a carreira: o que o mercado espera do recém-formado

por Ana Clara de Souza GasparetoPublicado em 26/10/20267 minutos de leitura
Grupo de jovens profissionais colaborando em escritório moderno, representando o que o mercado espera do recém-formado no primeiro emprego.
O que o mercado espera do recém-formado vai além do técnico. Veja as habilidades que sustentam a carreira e como desenvolvê-las durante a faculdade.

Afinal, o que o mercado espera do recém-formado? Entre gestores de RH circula uma observação que diz muito sobre como as carreiras se constroem: contrata-se pelo que a pessoa sabe e cresce-se pela forma como ela trabalha. A Profa. Ana Paula Zocca, da Faculdade Pecege, resume o mecanismo: “As pessoas são admitidas pelo conhecimento técnico e demitidas pelas atitudes. Por quê? Conhecimento, habilidade, você treina. Atitude é muito mais difícil, é difícil mudar comportamento. Se uma pessoa não tem comprometimento com o trabalho, como que você treina isso? Isso leva muito tempo. E, muitas vezes, você não consegue fazer essa mudança.”

Na prática, a leitura útil dessa frase é a de um mapa das habilidades do recém-formado. Se o conhecimento técnico se aprende com treino e a atitude leva mais tempo para se formar, quem começa a desenvolver as duas coisas ainda na faculdade sai na frente. Afinal, a atitude também se treina, desde que exista onde praticar. 

Por isso, a pergunta que ajuda quem vai entrar no mercado é construtiva: além de usar as ferramentas, como você quer se portar numa equipe quando o prazo aperta e o plano muda? Essa parte da preparação rende ao longo de toda a carreira, e é ela que dá segurança logo no primeiro emprego após a faculdade.

O que o mercado espera do recém-formado hoje 

Além disso, As habilidades que as empresas mais citam ao descrever o profissional que procuram apontam, em boa parte, para o comportamento. A Profa. Ana Paula Zocca lembra a pesquisa mais recente sobre o tema: “O Fórum Econômico Mundial publica periodicamente pesquisas sobre as habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho. O relatório de 2025, com projeções até 2030, destaca competências como liderança e influência social, gestão de talentos, resiliência, flexibilidade e agilidade. Essas habilidades contribuem para a comunicação, a empatia e a construção de relações de confiança, favorecendo o engajamento das equipes.” 

De fato, o Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2025, do Fórum Econômico Mundial, apresenta projeções para o mercado de trabalho até 2030. Além disso, o estudo aponta o pensamento analítico como a habilidade central mais valorizada pelos empregadores em 2025. Entre as competências cuja demanda deve crescer mais rapidamente estão: 

  • IA e big data.  
  • Redes e cibersegurança. 
  • Letramento tecnológico.  
  • Pensamento criativo.  
  • Resiliência, flexibilidade e agilidade.  
  • Curiosidade e aprendizagem ao longo da vida.  
  • Liderança e influência social.  
  • Gestão de talentos.  
  • Pensamento analítico.  
  • Gestão ambiental.
Infográfico com as habilidades mais valorizadas segundo o Relatório Futuro dos Empregos 2025 do Fórum Econômico Mundial (projeção até 2030), base do que o mercado espera do recém-formado.

Da habilidade à prática: como desenvolver competências profissionais

No entanto, boa parte dessa lista não cabe num slide. Comunicação, liderança e flexibilidade, as soft skills do recém-formado, se desenvolvem convivendo, propondo e ajustando, o que pede um ambiente de formação que crie essas situações de propósito, e não apenas descreva as habilidades numa ementa. 

Por isso, a maior parte dos cursos foi desenhada para transmitir conteúdo, e faz isso bem. O que costuma ficar de fora é o treino de como esse conteúdo se comporta dentro de uma equipe, com gente discordando, prazo curto e informação incompleta. Essa é a distância entre faculdade e mercado de trabalho que dá para encurtar durante a formação, quando o curso trata a atitude como algo a se praticar, e não como consequência automática do diploma. Vale traduzir o que o mercado pede em competências e no lugar onde cada uma se treina:

 Box com as competências que mostram o que o mercado espera do recém-formado e como cada uma se desenvolve na prática durante a formação.

Ou seja, olhando a coluna da direita, fica claro que nenhuma dessas competências se desenvolve assistindo aula em silêncio. Todas pedem situação real: um grupo para alinhar, uma entrega para defender diante de quem cobra, um imprevisto para contornar. Por isso o formato do curso pesa tanto quanto a grade na hora de escolher onde estudar.

A marca do profissional é a preparação

Se o comportamento pesa tanto, surge uma pergunta prática: dá para treinar isso? O Prof. Dr. Amaru Maximiano, referência no ensino de administração no país, aponta um ponto de partida concreto, a preparação: “A marca do profissional é a preparação e o planejamento. Desde a Antiguidade, os profissionais se preparam antes de agir. Mesmo que, mais adiante, seja necessário abandonar os planos, esse processo permite ao menos considerar previamente as possibilidades e as hipóteses.” 

Na prática, preparação, no sentido que ele usa, é hábito, não talento. Antecipar cenários, levantar hipóteses, planejar antes de agir e rever o plano quando a realidade muda. Isso atravessa qualquer profissão e é observável: aparece em quem chega à reunião tendo lido o material, em quem já pensou no que pode dar errado, em quem tem um plano B quando o primeiro cai. Por ser atitude que se pratica, pode ser formada ao longo do curso. 

Assim, um exemplo comum mostra a diferença. Por exemplo, diante de um projeto novo, uma pessoa abre o computador e começa a executar; outra passa meia hora listando o que precisa saber, o que pode falhar e de quem vai depender. Quando o imprevisto aparece, e ele aparece, a segunda já tem por onde seguir. No fim, o que separa as duas é o hábito de planejar, treinável como qualquer outro.

Como a Faculdade Pecege desenvolve as duas dimensões desde o primeiro dia

Na prática, a proposta da Faculdade Pecege parte desse ponto: preparar para começar bem e para crescer. A formação técnica anda junto com o desenvolvimento de postura profissional, e isso acontece pelo formato do curso, não por uma palestra motivacional avulsa. Assim, ao resolver problemas reais de empresas em equipe, com prazo e cobrança, o aluno pratica comunicação, divisão de tarefas, defesa de ideias e reação a imprevisto, as mesmas atitudes que a vaga vai valorizar depois. 

O Prof. Dr. Daniel Yokoyama Sonoda, CEO do Pecege e diretor da Faculdade Pecege, descreve a intenção: “Nossa percepção é que os jovens precisam desenvolver, além do conhecimento técnico, maior maturidade. Por isso, a proposta da faculdade é prepará-los não apenas do ponto de vista acadêmico, mas também comportamental. A partir de exemplos práticos, busca-se conscientizá-los sobre a importância de rever atitudes e hábitos.” 

Ou seja, o caminho escolhido é o do exemplo prático. No lugar de um discurso sobre a importância da maturidade, o aluno se vê em situações que a pedem e percebe, na própria experiência, o que quer desenvolver. Dessa forma, o desenvolvimento pessoal, com atenção à autoconsciência, comunicação e trabalho em equipe, entra ao longo da formação com o mesmo peso das disciplinas técnicas.

O que o mercado espera do recém-formado?

O que o mercado espera do recém-formado é competência técnica como ponto de partida e comportamento profissional como o que sustenta o crescimento. Na prática, é entregar no nível técnico e, ao mesmo tempo, comunicar-se com clareza, cumprir combinados, colaborar, aceitar feedback e se adaptar quando o contexto muda. Assim, quem chega com as duas dimensões desenvolvidas encurta o próprio caminho: é contratado com mais facilidade e evolui mais rápido, porque já sabe operar do jeito que a equipe precisa. 

Além disso, para pais e orientadores que ajudam nessa decisão, o critério prático é observar como a faculdade trata essa segunda dimensão: se há problema real, trabalho em equipe e cobrança de postura ao longo do curso, ou se tudo isso fica para o primeiro emprego resolver. No fim, a empregabilidade começa na faculdade e tem tanto a ver com o que o aluno aprende quanto com o que ele treina a fazer com o que aprendeu.

Saia preparado para começar bem e crescer

Na Faculdade Pecege, a formação vai além do currículo. Você desenvolve, junto com a técnica, as atitudes que o mercado valoriza e que sustentam a carreira no longo prazo.  

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