Quer fugir da improdutividade? Seja menos produtivo!

Levante a mão quem nunca reclamou de estar cansado. E esse cansaço pode ter várias causas, como trabalho, relacionamentos, entre outras. Se esse é o seu caso, então chegou a hora de aprender como fugir da improdutividade e escapar de uma vez por todas da era do cansaço.

Esse é o termo criado por Byung-Chul Han, filósofo sul-coreano, em seu livro “A Sociedade do Cansaço”, que fala sobre a condição de vida atual da sociedade com uma abordagem sincera e provocativa. A verdade é que essa característica da sociedade atual de focar todos seus esforços na produção gerou uma autossabotagem que, por sua vez, deu espaço à improdutividade.

Nessa matéria você encontra as principais reflexões de Han sobre o tema e descobre como a produtividade exagerada pode nos tornar improdutivos. Confira!

Produtividade a todo momento

Estamos falando aqui de um fenômeno da sociedade do cansaço que, segundo Han, peca por não proporcionar momentos de ócio e tédio no cotidiano. O autor aponta uma obsessão por desempenho e resultados, ao mesmo tempo que mostra uma prioridade pelo individualismo e por uma positividade que nos faz acreditar que somos invencíveis – o que, obviamente, não é verdade.

Essa positividade faz com que a autocobrança para estarmos sempre ativos ou fazendo algo produtivo seja parte natural da vida. Hoje, infelizmente para nós, é essencial que qualquer ação cotidiana seja minimamente produtiva. Diante desse estilo de vida, o resultado só poderia ser um: o Burnout.

Fracasso? Jamais.

Han explica que o esforço excessivo em busca do alto desempenho para fugir da improdutividade é o maior culpado por gerar pessoas depressivas e que se julgam fracassadas.

E esses sentimentos só pioram quando o assunto envolve as pessoas ao nosso redor. Isso porque, na sociedade do cansaço, comparações são inevitáveis, principalmente pelo fato do sucesso ter se tornado sinônimo de ter, ser e compartilhar.

Alta exposição

Outro fator que potencializa esses efeitos são as redes sociais. Embora sejam ótimas ferramentas para aproximação e comunicação, elas contribuem na exposição do sucesso tão almejado pela sociedade do cansaço.

Você já deve ter ouvido falar sobre a “vida fora das redes sociais”, né? O termo explica muito do que Han aponta em seu livro. O que mais vemos hoje em dia são pessoas expondo suas vidas que, de maneira irreal, são compostas apenas de bons resultados e de positividade.

Os males causados por este comportamento são vários, mas podemos destacar o esgotamento emocional, a insatisfação e a dificuldade para manter o foco, o que nos leva ao ponto principal dessa discussão…

A improdutividade

Somando-se o excesso de positividade, a sensação de invencibilidade e a necessidade de comparar sucessos e expor nas redes sociais uma vida perfeita, o resultado é a improdutividade.

Isso porque a principal tendência da sociedade do cansaço é querer “abraçar o mundo”, fazendo várias tarefas ao mesmo tempo, mas sem de fato conseguir focar em qualquer uma delas.

Han chama essa característica de hiperatenção e a classifica como extremamente dispersa. Com ela, nosso foco é distribuído em várias tarefas, informações e processos, mas tudo isso é feito de maneira rasa, sem aprofundamento.

Há esperança para a sociedade do cansaço?

Talvez! Tudo depende da disposição de cada um em se importar menos com as recompensas. Se começarmos hoje a viver um dia de cada vez, entendendo que nem sempre podemos produzir com alto desempenho e que há dias em que as ideias fluem menos, chegará o dia em que deixaremos de fazer parte da sociedade do cansaço.

Você tem feito sua parte para fugir da improdutividade? Nos conte nos comentários!

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