Gestão de Projetos

A diferença entre executar e gerenciar projetos que define uma carreira

por Daniela BinPublicado em 24/08/20266 minutos de leitura
Profissional conduzindo uma reunião de planejamento diante de um quadro kanban na Faculdade Pecege, em ambiente de trabalho colaborativo ligado à gestão de projetos.
Entenda a diferença entre executar e gerenciar projetos e conheça a graduação em Gestão de Projetos da Faculdade Pecege.

Você entrega no prazo, resolve o problema que ninguém quis assumir e já emenda na próxima demanda. Mesmo assim, quando a empresa precisa de alguém para coordenar o time, o nome escolhido costuma ser outro. A diferença entre executar e gerenciar projetos raramente aparece na competência técnica. Ela está no método: quem executa domina a tarefa; quem gerencia domina o planejamento, a coordenação e o controle do resultado. Isso é preparo, e preparo se aprende. 

O mercado está cheio de gente boa no que faz e que nunca teve chance de aprender a segunda parte. É aí que muita carreira trava. 

E a demanda por quem sabe gerenciar projetos não é pequena. Segundo o Project Management Institute (PMI), a economia global poderá precisar de até 30 milhões de novos profissionais de projetos até 2035. O dado revela um mercado em expansão, impulsionado por investimentos, pela transformação dos negócios e pela crescente necessidade de profissionais qualificados. Portanto, as oportunidades existem; o desafio é preparar pessoas capazes de ocupá-las. 

É o que o Prof. Dr. Amaru Maximiano resume: “A pessoa que apenas executa é o que se costuma chamar de executor ou tocador de obras. Em geral, ela age assim por causa da divisão do trabalho ou por uma tendência à improvisação. Já a principal marca do profissional é a preparação, acompanhada de planejamento.”

A diferença entre executar e gerenciar projetos tem nome

O executor faz acontecer no operacional. Recebe a tarefa, aplica sua habilidade e entrega. Papel legítimo, necessário, e muita gente o exerce muito bem. 

O gestor trabalha um passo antes e um passo depois da execução. Levanta hipóteses, dimensiona recursos, antecipa riscos e acompanha o que sai do plano para corrigir a rota. Ele responde pelo conjunto: escopo, prazo, time e orçamento andando juntos. 

Na prática, a diferença entre executar e gerenciar projetos aparece assim: 

  • Executor: foco na tarefa que está à frente, mede o próprio trabalho e tende a improvisar quando o cenário muda; 
  • Gestor: foco no resultado, coordena várias frentes ao mesmo tempo, mede o desempenho do escopo e do time, planeja antes de agir e ajusta o plano com método. 

Improviso e gestão puxam para lados opostos. Improvisar às vezes salva um dia difícil, mas não sustenta uma carreira inteira. Quem gerencia chega ao imprevisto com um plano na mão, ainda que precise rasgá-lo no meio do caminho. 

Para o Prof. Dr. Amaru Maximiano, a raiz da distinção é antiga: “Há tanto questões de atitude quanto de formação. O que diferencia uma pessoa da outra é a preparação. Isso ocorre desde a Antiguidade: os profissionais sempre se prepararam antes de agir. Mesmo que, depois, seja necessário abandonar os planos, ao menos as possibilidades e as hipóteses foram previamente consideradas.” 

Essa é a virada de chave que marca a diferença entre executar e gerenciar projetos. Ela quase nunca vem de cumprir mais horas. Vem de trocar a lógica do “eu dou conta sozinho” pela de quem planeja, distribui e assume a responsabilidade pelo todo.

Gestão de projetos o que é, de fato, além da engenharia 

Boa parte das pessoas ainda associa gestão de projetos a canteiro de obras e engenheiro de capacete. A história conta outra coisa. 

As pirâmides do Egito foram projetos. As catedrais medievais também. O que mais cresce hoje está longe do concreto: desenvolvimento de software, lançamento de produto, campanha de marketing, atendimento em saúde, montagem de eventos, operação de varejo. Qualquer entrega coordenada, com começo, prazo e recursos limitados, é um projeto. 

O Prof. Dr. Amaru Maximiano aponta onde a área mais avança: “As aplicações mais recentes, complexas e, eu diria, mais úteis da gestão de projetos estão nas novas áreas que surgiram a partir do século XX, especialmente em tecnologia da informação, eventos e serviços em geral. Grandes espetáculos esportivos, artísticos e musicais não podem ser realizados de forma improvisada.” 

Pense num festival para 40 mil pessoas. Palco, segurança, alimentação, contratos, cronograma. Se cada frente age por conta própria, o show desanda. Alguém precisa planejar o encaixe entre elas, e essa pessoa faz gestão de projetos mesmo que o crachá diga “produtora” ou “coordenadora de eventos”. 

Se você já organizou os prazos dos colegas, cobrou entregas ou montou o passo a passo de uma tarefa grande, esse território já é seu. Faltam o nome e a formação.

O Analista de Projetos: a carreira inicial e o caminho a percorrer 

Infográfico com a linha do tempo da carreira em gestão de projetos, do executor ao analista de projetos e ao gestor de projetos.
Apoiar o planejamento de projetos, monitorar cronogramas, organizar informação. Crédito: banco gratuito de imagens.

O nome dessa porta de entrada é Analista de Projetos. É o cargo em que a pessoa aprende, na prática e com método, a apoiar o planejamento de projetos, monitorar cronogramas, organizar informação e sustentar as decisões de quem lidera. Dali sai o caminho para coordenar e, depois, gerenciar projetos inteiros. 

O que mudou é que essa carreira em gestão de projetos hoje tem um começo formal. A graduação tecnológica em Gestão de Projetos da Faculdade Pecege foi montada para as carreiras iniciais da área, com foco no perfil de Analista de Projetos. 

O Prof. Dr. Amaru Maximiano descreve a proposta: “Uma forma de iniciar essa trajetória, que antes não existia, é o curso de Gestão de Projetos da Faculdade Pecege. Com duração de dois anos, o curso tem como missão formar profissionais para atuar no início da carreira em gestão de projetos, especialmente como analistas de projetos.” 

São dois anos de curso, diploma reconhecido pelo MEC e um conjunto de temas que vai do planejamento clássico às abordagens ágeis que aparecem na rotina de qualquer time. Para quem executa bem e quer coordenar, é o caminho mais curto entre o talento que você já tem e o preparo que ainda falta.

A diferença entre executar e gerenciar projetos: dê o próximo passo 

Chega de coordenar no improviso: entender a diferença entre executar e gerenciar projetos é o primeiro passo. A graduação em Gestão de Projetos da Faculdade Pecege está com inscrições abertas. Em dois anos você conclui com diploma reconhecido pelo MEC, domínio de metodologias preditivas e ágeis, e o perfil de Analista de Projetos que o mercado anda disputando. 

Fale com a gente pelo WhatsApp e descubra como dar essa virada. 

Conheça a graduação em Gestão de Projetos da Faculdade Pecege!