Análise e Desenvolvimento de Sistemas

Inteligência artificial vai substituir programadores?

por Ana Clara de Souza GasparetoPublicado em 16/09/20267 minutos de leitura
Desenvolvedor de aplicações de inteligência artificial sorrindo enquanto programa no notebook, representando o profissional que usa IA no trabalho.
Descubra se a inteligência artificial vai substituir programadores e por que dominar IA é o diferencial do desenvolvedor. Conheça a graduação em ADS.

A inteligência artificial vai substituir programadores? É a pergunta que trava muita gente na porta de entrada da tecnologia, e é a pergunta errada.

Quantas pessoas com talento real para tecnologia estão adiando a entrada na área com medo de que a inteligência artificial torne a profissão obsoleta?

A resposta curta é não: a inteligência artificial não vai substituir programadores. Mas vai substituir os programadores que não souberem usá-la. Na verdade, a disputa real não é humano contra máquina, e sim o desenvolvedor que usa IA contra o desenvolvedor que a ignora. Por isso, entender essa diferença muda tudo na hora de decidir se agora é a hora de entrar na área. Afinal, o futuro do desenvolvedor depende menos da ferramenta e mais de quem aprende a conduzi-la.

O medo da IA substituindo empregos de TI é real, mas os números apontam para um mercado que cresce, não que encolhe. Segundo o Bureau of Labor Statistics dos Estados Unidos, o emprego de desenvolvedores de software deve crescer 15% entre 2024 e 2034, muito acima da média de todas as profissões, com cerca de 129 mil vagas abertas por ano ao longo da década. Ao mesmo tempo, a IA deixou de ser tendência distante: na pesquisa de 2024 da Stack Overflow com desenvolvedores, 76% já usam ou pretendem usar ferramentas de IA no trabalho. Traduzindo: há mais vagas e a ferramenta virou padrão. Portanto, larga na frente quem domina as duas coisas.

O Prof. Dr. Lucas Guerreiro, coordenador da graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Faculdade Pecege, resume o ponto:

“A IA não vai necessariamente substituir os programadores, mas pode substituir aqueles que não a utilizam da melhor maneira. O profissional que não aprender a aproveitar esse movimento, a usá-la bem, é o que pode ser impactado.”

Programadores e inteligência artificial: o que a IA faz bem e onde o humano é insubstituível

Programador aponta para o código e explica o algoritmo a um colega, o julgamento humano que mostra por que a inteligência artificial não vai substituir programadores.
A IA executa; o desenvolvedor pensa. Crédito: banco gratuito de imagens.

Para entender a relação entre IA e programação e por que usar IA virou o novo divisor de águas, vale, em primeiro lugar, separar o que a máquina faz do que só a pessoa faz.

A IA já é muito boa na parte mecânica do desenvolvimento: gera trechos de código repetitivo, aponta erros comuns na depuração, sugere implementações e acelera a documentação. Dessa forma, ela encurta horas de trabalho braçal e devolve tempo para o que importa.

Por outro lado, o que ela não faz é o trabalho de maior valor. Entender a dor real do cliente, decidir a arquitetura do sistema, avaliar riscos, garantir qualidade e comunicar a solução seguem sendo território humano. Na prática, a divisão fica assim:

A IA faz: gera código repetitivo, sugere implementações, ajuda a depurar erros comuns, adianta testes e documentação e acelera tarefas previsíveis.

O desenvolvedor faz: entende o problema do cliente, decide a arquitetura, avalia riscos, garante qualidade, prioriza e comunica a solução, o julgamento que a ferramenta não tem.

O Prof. Dr. Lucas Guerreiro reforça esse ponto:

“O humano precisará atuar entendendo de fato o problema do cliente; terá o papel de tomar decisões de arquitetura de sistema, avaliar riscos e garantir qualidade. O humano é essencial para isso, com base em toda a criatividade e nas diversas habilidades que possui.”

Em outras palavras: a IA executa; o desenvolvedor pensa. Quanto mais a ferramenta cuida do repetitivo, mais o profissional se concentra no que de fato decide o resultado de um projeto.

Por que este é o melhor momento para entrar em ADS

Aqui a narrativa vira. Se a IA multiplica a produtividade de quem programa, então o dev que usa IA, mesmo iniciante, consegue entregar hoje o que só um sênior entregava cinco anos atrás. Isso não representa ameaça; pelo contrário, é o maior atalho de carreira que a área já ofereceu a quem está começando.

Por exemplo, pense em um estudante no primeiro ano que precisa montar uma aplicação completa. Com IA, ele escreve, testa e documenta em uma fração do tempo e usa as horas que sobram para aprender a arquitetura, entender o usuário e refinar a entrega. É a mesma pessoa produzindo mais, melhor e mais rápido, ganhando em meses uma experiência que antes levava anos para acumular.

Para Bruno Kadri, CTO do Pecege e mentor de Tecnologia e IA da Faculdade Pecege, o momento é único:

“É o melhor momento para ser um desenvolvedor de software, para estar posicionado como aluno de análise e desenvolvimento. É o melhor momento para focar na construção da base e ser potencializado pela inteligência artificial, realizando entregas muito maiores do que um desenvolvedor júnior ou um estagiário conseguiria há cinco, seis anos.”

Some isso ao mercado em expansão que os dados mostram e o cenário fica claro: a demanda por profissionais que unem base técnica e uso inteligente de IA é maior do que a oferta. O mercado é sala de aula, e ele está contratando exatamente esse perfil. Por fim, perguntar se a inteligência artificial vai substituir programadores importa menos do que decidir estar entre os que dominam a ferramenta.

A regra de ouro: primeiro a base, depois a ferramenta

Jovens programadores em escritório moderno durante a formação em ADS, geração que estuda enquanto se discute se a inteligência artificial vai substituir programadores.
O mercado paga por quem sabe explicar, defender e consertar o que entrega. Crédito: banco gratuito de imagens.

Existe, porém, uma armadilha. De fato, usar IA sem ter a base do conhecimento cria uma dependência perigosa. Quem nunca aprendeu a lógica por trás do código fica travado no momento em que a ferramenta erra (e ela erra). Sem repertório para revisar o resultado, o profissional entrega algo que não entende e não sabe corrigir.

Na correria, é fácil confundir “a IA resolveu” com “eu resolvi”. No entanto, o mercado paga por quem sabe explicar, defender e consertar o que entrega, não por quem apenas apertou “gerar” e torceu para dar certo.

O alerta é de Bruno Kadri:

“É muito importante saber a base do conhecimento com que se está estudando. Você pode até realizar feitos excepcionais com inteligência artificial, mas, se não souber o que está fazendo ao usar essa ferramenta, em algum momento ela vai limitá-lo. Primeiro a base, depois a ferramenta.”

O que a Faculdade Pecege faz diferente

Base primeiro: os primeiros módulos constroem os fundamentos (algoritmos, lógica de programação, arquitetura e bancos de dados).

Ferramenta depois: a inteligência artificial aplicada aparece quando o aluno já tem repertório para usá-la com critério.

São dois anos e meio de curso, com diploma de tecnólogo reconhecido pelo MEC, aulas ao vivo e uma grade que vai do primeiro algoritmo à IA aplicada a sistemas, construída dentro do ecossistema de inovação do Parque Tecnológico de Piracicaba. Além disso, não é preciso saber programar para começar: a formação parte do zero e leva você até o ponto em que a IA vira multiplicador, não muleta.

Leia mais sobre o assunto: Você não precisa ser bom em matemática para entrar em ADS

A inteligência artificial vai substituir programadores?

A dúvida se a inteligência artificial vai substituir programadores tem uma resposta clara: não. Em vez de eliminar a profissão, a IA vai transformar a rotina do desenvolvimento, automatizando o trabalho repetitivo, mas sem substituir o profissional que entende o problema, decide a arquitetura e garante a qualidade. Ou seja, quem domina a base e usa a IA com critério tende a ser promovido, não substituído.

Na verdade, o risco real não é ser trocado por uma máquina, e sim ficar para trás em relação a quem aprendeu a trabalhar com ela.

A IA está transformando a área. Você vai observar ou participar?

Desenvolvedores que dominam IA não estão sendo substituídos, estão sendo promovidos. Na graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Faculdade Pecege, você constrói a base sólida que a IA nunca vai substituir e aprende a usar a inteligência artificial como o maior multiplicador de produtividade da sua carreira.

Acesse faculdade.pecege.com e descubra como entrar na área no melhor momento para isso!