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Como ter uma mente criativa
Uma mente criativa é uma mente que pensa fora da caixa, que não se limita e não vive no automático. As inovações surgem quando o lado criativo do cérebro está em ação. O lado direito, do emocional e subjetivo, que é despertado com mais facilidade por algumas profissões, tem potencial para ser estimulado por qualquer pessoa.

“Se eu uso com muita ênfase o lado esquerdo, a vida fica mecânica. Você se robotiza, porque a vida se torna um processo de viver. E viver é subjetivo. Então, para criar o novo, você precisa sonhar, imaginar, perceber, e essas são atividades do lado direito do cérebro”, afirma a especialista em neuromarketing e neurociência Fátima Jinnyat.

Quer saber como resgatar a sua essência criativa? Confira as dicas da especialista.

Cuidado com a tecnologia – Na correria da vida contemporânea, a tecnologia está sendo usada praticamente em cada decisão, ação e iniciativa. “Estamos delegando para tecnologia fazer boa parte das coisas que a gente fazia, como pensar. Hoje você quer tudo pronto. E o lado criativo gosta de sonhar e de pensar o novo. É fundamental que a gente resgate essa potencialidade, pois estamos mecanizando todas as nossas atitudes”.

Faça arte – Filmes, séries, peças de teatro, shows, curso de artesanato e hobbies em geral estimulam o lado criativo. Mas cuidado para não robotizar o momento de lazer. “Uma série na Netflix, por exemplo, você vê ela inteira, não consegue pausar, como se tivesse que consumir tudo rápido. Então a vida perde o sabor, não há vivência daquele momento. Veja mais arte, faça mais arte, mas saboreie, vivencie cada experiência”, afirma.

Seja viajante e não turista – Segundo Fátima, há diferença entre ser turista e viajante. “O turista está preocupado com horário, em dar tempo de fazer tudo que se programou, então a viagem é uma sucessão de eventos. O viajante experimentar o local que está, se dá tempo de fazer só um programa, ele faz só um. Ele saboreia a viagem”.

Brinque com as crianças – Sim, brinque! E sem tecnologias. Desenhos, pinturas, invenções, jogos e brincadeiras da infância colocam o lado direito do cérebro para funcionar. “É o fazer coisas que não têm foco no resultado, porque o que importa é a experiência”, ressalta.

Dê uma pausa – “Quando minhas aulas estão ficando chatas para mim, sinal que estou ficando automática”. É esse o momento de dar aquela pausa e buscar novas experiências para arejar o cérebro. “É a hora de fazer uma ação sinérgica, ou seja, colocar-se em uma situação diferente, como viajar, assistir uma peça de teatro diferente do que estou acostumada. Você pode dizer que odiou o que fez, mas você despertou o seu olhar para algo novo”, destaca.

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