Gestão de Projetos

As habilidades do futuro segundo o WEF: o que ganha importância até 2030

por Daniela BinPublicado em 11/09/20267 minutos de leitura
Colegas de trabalho conversando e revisando documentos ao ar livre, discutindo o planejamento de um projeto em equipe.
Veja as habilidades do futuro segundo o WEF, as mais valorizadas até 2030, e como a gestão de projetos prepara você.

O World Economic Forum (WEF) ouviu mais de mil grandes empregadores, que, juntos, representam mais de 14 milhões de trabalhadores em 55 economias, para compreender como as competências para o mercado de trabalho 2030 deverão mudar. É o retrato mais completo das habilidades do futuro segundo o WEF disponível hoje. Os resultados mostram que o conhecimento técnico continua fundamental, mas, sozinho, não será suficiente. 

Antes de analisar essas competências, porém, é importante compreender o contexto. A professora Ana Paula Zocca utiliza o conceito de mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo), para descrever um cenário marcado pela inteligência artificial transformando funções, pela coexistência entre integração global e protecionismo e por mudanças tecnológicas cada vez mais rápidas. 

Nesse cenário, o relatório estima que, em média, 39% das habilidades atuais dos trabalhadores serão transformadas ou poderão se tornar obsoletas até 2030. Além disso, 63% dos empregadores apontam as lacunas de habilidades como a principal barreira à transformação de seus negócios. Por isso, preparar-se para desenvolver novas competências deixou de ser uma preocupação distante. 

A Profa. Ana Paula Zocca escreve o que a pesquisa mais recente apontou: 

“O Fórum Econômico Mundial realiza pesquisas sobre as habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho. A mais recente, publicada em 2025, apresenta projeções até 2030 e destaca competências como liderança, gestão de talentos, flexibilidade e influência social. Essas características estão diretamente relacionadas à comunicação e à empatia, que são fundamentais para construir confiança e promover o engajamento das equipes em torno de objetivos comuns e dos projetos.”

As competências que ganham espaço no mercado

O que o levantamento mostra, em resumo: 

  • 39% das competências atuais dos trabalhadores deverão mudar ou se tornar obsoletas até 2030, ante 44% na edição de 2023.  
  • Pensamento analítico permanece como a competência central mais valorizada, seguido de resiliência, flexibilidade e agilidade e de liderança e influência social.  
  • A gestão de talentos ganha importância diante das mudanças demográficas, como o envelhecimento e as alterações na população em idade ativa.  
  • 63% dos empregadores apontam as lacunas de competências como a principal barreira à transformação de seus negócios. 

Essas competências formam o núcleo do que a gestão de projetos ensina, longe de qualquer lista genérica de soft skills do futuro sem aplicação prática.

Liderança e gestão de talentos: o que a IA não replica 

Há um motivo para liderança e gestão de talentos figurarem entre as habilidades mais valorizadas em 2030. Afinal, são exatamente as habilidades que a automação não copia. Uma IA sugere código, resume relatório e organiza dados. Ela não constrói confiança num time nem lê o momento de uma pessoa que está prestes a desistir. 

Nesse sentido, liderar talentos no mundo VUCA vai além de distribuir tarefas: é o cerne da liderança no futuro do trabalho. Exige criar um ambiente em que as pessoas se engajam, se desenvolvem e sustentam o resultado quando a pressão aumenta. A professora Ana Paula Zocca define o equilíbrio que separa o líder de alta performance: 

“A liderança de alta performance precisa unir o melhor desses dois aspectos. Quando o líder se concentra apenas nas pessoas, pode perder de vista o negócio e comprometer os resultados. Por outro lado, quando olha somente para as tarefas e ignora as pessoas, deixa de inspirar e motivar, correndo o risco de perder a equipe.” 

Na prática, esse equilíbrio também aparece na liderança situacional e no uso de ferramentas de perfil comportamental, como o DISC. Isso porque liderar envolve ler cada pessoa, ajustar o estilo de condução e buscar o melhor de cada profissional. Assim, o WEF apenas confirma, com dados de mercado, o que a boa gestão de projetos já pratica. Não é coincidência que essa seja uma das habilidades do futuro segundo o WEF. 

Um exemplo deixa isso concreto. Duas equipes recebem a mesma meta e as mesmas ferramentas. Uma tem quem acompanhe de perto, reconheça o esforço e remova obstáculo; a outra, alguém que só cobra o número. Em poucas semanas, a diferença de entrega entre as duas não vem da tecnologia. Vem de quem conduz.

Flexibilidade e influência social: as competências do mundo ambíguo 

Mulher de negócios analisando informações em um tablet, representando a flexibilidade e o pensamento analítico exigidos pelo mercado de trabalho atual.
Crédito: banco gratuito de imagens.

Flexibilidade, na leitura do relatório, não é um traço de personalidade sortudo. É uma competência que se treina: a capacidade de mudar processo, abordagem e estilo conforme o contexto vira. A Profa. Ana Paula Zocca descreve o ambiente que cobra isso: 

“Vivemos em um mundo VUCA: volátil, incerto, complexo e ambíguo. As mudanças são constantes, diversas variáveis se combinam e nem sempre sabemos qual direção será tomada. Ao operar nesse ambiente altamente competitivo e marcado pela rápida evolução tecnológica, as empresas precisam economizar, priorizar recursos e garantir eficiência na execução de suas atividades.” 

No estudo do WEF, resiliência, flexibilidade e agilidade aparecem como a segunda competência mais buscada em 2025 e entre as que mais distinguem as funções que crescem das que encolhem. Por isso, quem se adapta com método segue relevante; quem depende de um único jeito de trabalhar fica para trás. 

Já a influência social é a habilidade de engajar pessoas sem mandar nelas. Afinal, o gestor de projetos raramente tem autoridade formal sobre todos os envolvidos: depende de fornecedores, de outras áreas, de patrocinadores. Convencer, alinhar e mobilizar sem crachá de chefe é rotina do cargo, e agora é competência de primeira linha no mercado. 

Imagine um gestor que precisa da área jurídica para liberar um contrato, do financeiro para aprovar o orçamento e de um fornecedor externo para cumprir prazo. Nenhum deles trabalha para ele. Fazer o projeto andar depende de relação, de clareza e da capacidade de mostrar por que aquilo importa para cada um.

Habilidades do futuro segundo o WEF: como a formação na Faculdade Pecege as constrói 

O ponto que fecha o raciocínio: essas competências se desenvolvem com formação, não caem do céu por talento. E a graduação em Gestão de Projetos da Faculdade Pecege foi desenhada em torno delas. 

Vale ver o encaixe, competência por competência: 

  • Liderança e gestão de talentos: gestão de pessoas, liderança situacional e leitura de perfil comportamental com o DISC. 
  • Flexibilidade: metodologias ágeis e modelos híbridos, que treinam a mudar de rota com critério. 
  • Influência social: comunicação com stakeholders e negociação, para alinhar quem não responde a você. 
  • Pensamento analítico: estimativa, análise de riscos e controle de indicadores. 

Repare que nenhuma das habilidades do futuro segundo o WEF pertence a uma área só. Elas servem a quem toca projeto em hospital, escola, indústria ou startup, e acompanham o profissional de um emprego para o próximo. 

A Profa. Ana Paula Zocca resume o que a área entrega diante de tanta incerteza: 

“A gestão de projetos oferece métodos e ferramentas capazes de estruturar e organizar esse cenário de complexidade. Com isso, é possível agir de forma mais assertiva, eficiente e eficaz, tomar decisões com maior rapidez, analisar os riscos envolvidos e responder de maneira mais ágil às mudanças e às pressões do mundo atual.” 

A formação, aqui, não para no lado técnico. Ela junta método e comportamento na mesma pessoa — a essência das habilidades do futuro segundo o WEF, que é o perfil que o relatório descreve como o mais disputado até 2030. Quem começa a construir as habilidades do futuro segundo o WEF agora chega em 2030 com anos de vantagem sobre quem esperar a mudança bater à porta.

Habilidades do futuro segundo o WEF: 2030 está chegando, você está se preparando? 

O relatório de habilidades do Fórum Econômico Mundial traçou o mapa das habilidades do futuro. A Faculdade Pecege construiu a graduação que forma esse profissional: líder, flexível, influente e estratégico. Invista agora na formação que o mercado vai disputar até 2030 e depois dele. 

Acesse faculdade.pecege.com